O poço da tarja preta
“Poço da tarja preta” é a expressão que um paciente utilizou para descrever a situação em que se encontrava, tomando psicofármacos de quatro classes diferentes – a rigor, apenas dois de tarja preta –, algo que o angustiava e o fazia se perguntar: seria correta aquela prescrição médica? Segundo ele contou, tem diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada (o famoso "TAG"). Faz tratamento há 5 meses com 150 mg de desvenlafaxina pela manhã. À noite, toma 10 gotas de clonazepam (Rivotril) e um comprimido de quetiapina, “para poder dormir bem”. Todavia, algum tempo depois de iniciar o consumo dessas medicações, começou a apresentar falhas de memórias e, ao relatar isso ao médico que o acompanhava anteriormente, o colega teria adicionado metilfenidato (Ritalina) àquela já extensa prescrição de psicofármacos. O paciente, com razão, informou ao profissional que estava preocupado em tomar “tantos remédios”, mas o médico advertiu-lhe que “era necessário”. Questionando se tal cond...