5 coisas que você deve saber sobre medicações para a saúde mental
1. As medicações desenvolvidas com a finalidade de tratar problemas de saúde mental NÃO corrigem um defeito químico em seu cérebro. Ao contrário, elas provocam uma anomalia nos neurotransmissores, aumentando a disponibilidade dessas moléculas, e isso pode resultar em benefícios terapêuticos, amenizando determinados sintomas psíquicos.
2. Antes de iniciar um tratamento desse tipo, você e seu médico devem definir com clareza os objetivos esperados da medicação. Isso envolve dialogar suas expectativas, na condição de paciente, com o saber técnico do profissional sobre os benefícios potenciais do psicofármaco cuja prescrição está sendo considerada.
3. Não tome psicofármacos de modo aleatório. Saiba sempre quem é o médico responsável pelo seu tratamento. Isso permitirá verificar se os objetivos da prescrição estão sendo alcançados, definir o tempo de uso da medicação, tomar decisões conjuntas diante de eventuais efeitos adversos e, quando chegar a hora, suspendê-la de modo seguro.
4. Nenhum medicamento para a saúde mental vai lhe curar de um transtorno. Na melhor das hipóteses, essas substâncias vão aliviar alguns dos seus sintomas e ajudar você a seguir em frente. Sendo assim, entenda a medicação como ferramenta adjunta - e muitas vezes apenas eventual - ao tratamento, cuja base deve ser a terapia psíquica.
5. O ponto-chave de qualquer tratamento medicamentoso para a saúde mental é a relação médico-paciente. Deve haver confiança nesse relacionamento, algo que somente é construído quando o médico se interessa genuinamente por seus problemas e sua história de vida. Desconfie de profissionais que não te tratam assim.
Bruno Guimarães Tannus
psicanalista e médico especialista em Medicina de Família e Comunidade
CRM-PR 25429 / RQE 35797
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[acesso em 22 set 26]

Ótimo artigo Dr Bruno, parabéns pela clareza e objetividade.
ResponderExcluirVocê acredita que todo paciente que faz uso de medicamento para saúde mental precisa de acompanhamento de profissional psicólogo, psiquiatra ou psicanalista?
Caro amigo,
ExcluirQue bom lê-lo por aqui!
Sim, acredito que todo paciente que utiliza psicofármacos deve estar em acompanhamento médico, monitorizando os efeitos, tanto os possivelmente ruins quanto possivelmente bons da medicação, e, fundamentalmente, deve estar em tratamento psíquico com psicanalista ou psicólogo, pois somente o trabalho mental elaborativo pode, de fato, mudar os rumos de um transtorno da saúde mental.
Abraço